terça-feira, 23 de novembro de 2010

Curso de Roteiro de HQ em Janeiro de 2011



Estão abertas as inscrições para o meu Curso de Roteiro de HQ, na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, que acontecerá de 10 a 18 de janeiro de 2011, das 19:00 às 22:00.

Quem foi ao curso de HQ em janeiro passado, notará algumas diferenças.
Além do tema ser mais específico e aprofundado, as aulas serão mais práticas, com exercícios em classe.

São 7 aulas: a primeira, introdutória, pretende dar uma geral na narrativa visual dos quadrinhos (que não é o tema do curso, mas é essencial para o roteirista de HQ prever como será o contato com o leitor).
A seguir, o processo de criação de roteiro foi dividido em 4 aulas práticas:
- criação de idéias
- estrutura de roteiro
- criação de cenas e diálogos
- decupagem e diagramação na página

As duas últimas aulas tratam de HQ com tema histórico e realidade (jornalismo, biografia etc) e adaptação de literatura para HQ.

Este curso, de certa forma, vai comemorar duas premiações que nosso trabalho recebeu este ano: o Troféu HQMix 2010 de melhor Adaptação Literária e o Edital para Roteiro de Animação do CCJ Ruth Cardoso, com tema "Mário de Andrade" (o roteiro premiado será analisado nas aulas).

Informações no site http://www.casperlibero.edu.br/noticias/index.php/2009/12/04/curso-roteiro-de-hq,n=1836.html
e no Centro de Eventos Cásper Líbero (Av. Paulista, 900 - entre as estações Trianon-Masp e Brigadeiro, a linha verde do metrô)

telefones: (11) 3170-5910 e (11) 3170-5911

abraços e até lá!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

PAULO RAMOS & SPACCA NA GIBITECA HENFIL


Será nesta QUINTA FEIRA, 16 DE SETEMBRO DE 2010,
às 19 horas, na Gibiteca Henfil
(rua Vergueiro 1000, ao lado do metrô Vergueiro, em São Paulo SP)
telefone: (11)3383-3490

A conversa será sobre adaptações de literatura em HQ, com foco no JUBIABÁ.
No ano passado, mais ou menos por esta época do ano, o Paulo Ramos (não preciso apresentá-lo aos aficcionados de HQ, mas fica a informação ao leitor geral: é jornalista e escritor especializado na Nona Arte e mantém o Blog dos Quadrinhos do UOL) deu aos seus alunos da Universidade de Guarulhos, na turma de Português, os dois JUBIABÁS para ler e comparar, o do Jorge e o meu, depois me chamou para conversar com os alunos.

Aqui vão os tópicos (claro, podemos improvisar na hora, se do público surgirem novas questões):

1. Sobre as diferenças básicas entre Literatura e Quadrinhos;
se HQ (História em Quadrinhos) pode ser considerada um gênero literário.

2. O processo de quadrinização: do livro ao Roteiro.
- semelhanças do roteiro de Quadrinhos com o Script de cinema.
- as necessárias adaptações e reduções por que passa o texto original até ser convertido em roteiro e imagens.

3. A visualização de personagens literários - como agradar a cada leitor que construiu em sua imaginação o seu "Jubiabá"?

4. A quadrinização de clássicos em sala de aula: a HQ pode ser considerada uma introdução à literatura?

5. As políticas públicas de incentivo aos Quadrinhos.

aguardamos vocês!

domingo, 15 de agosto de 2010

Uma Casa Azul no meio do Sertão


Já faz quase uma semana que voltei de Nova Olinda, no sertão do Ceará, quando participei da mostra "Cariri Mostrando a Nona Arte dos Quadrinhos e Animação", realizada pela Fundação Casa Grande.
Resta saber quem tinha mais a mostrar, se os convidados ou nossos anfitriões.
Antes de ir, escrevi para Alemberg Quindins, o diretor da Fundação: "usem e abusem de mim quando eu estiver aí". Como sempre, foi pouco. Participei de uma mesa e dei uma breve oficina.
Por isso me coloquei à disposição da meninada, e de alguns marmanjos também.

Falei de meus personagens e até desenhei alguns Dom Joões, mas o que fez sucesso - como negar? - foram os personagens do Maurício. Nessa foto abaixo, feita na bem organizada gibiteca, acabei de rabiscar um Chico Bento:

Momô (José Wilson), Huguinho, Raimundo Júnior (perto do ombro de Momô), Rodrigo (filho de dona Meirivan, que nos hospedou em Nova Olinda), Danilo, eu e Felipinho.

O encontro foi muito rico, com um time bem variado de convidados, especialistas não só em HQ ou animação, mas em organização de eventos como este e gibitecas:
- quadrinhistas: Jô Oliveira, André Diniz, Klévisson Viana, Luís Afonso, Weaver Lima e eu;
- jornalistas: Sidney Gusman, Gabriela Romeu;
- gestores culturais: Raymundo Netto, Tibico Brasil, Paulo Amoreira, Maristela Garcia;
- diretores de festivais de HQ: Nelson Dona (Amadora) e Paulo Monteiro (Beja), de Portugal;
- produtores de animação: Daniel Schorr, Belinda Oldford, Ricardo Juliani, Paulo Brandão e Elizah Rodrigues (sonorização);
- pesquisadores: Sonya Bibe Luyten, Max Krichanã, Gervásio Santana;
- e o cosplay e cover de Tex, o colecionador G.G.Carsan.

(mais detalhes sobre cada convidado aqui)


Antes de chegar a Nova Olinda, fomos a Juazeiro do Norte pedir a benção ao santo padim Padre Ciço, pedido feito por Jô Oliveira à produção do evento.

Nas fotos acima, a partir da primeira à esquerda: Jô, eu e André Diniz; Gabriela, Gervásio e Diniz; padre Cícero; Jô e Sidney Gusman; Patativa do Assaré e este que vos tecla.

O grande poeta de Assaré foi clicado no Lira Paulistana, centro cultural dedicado a preservação da arte da xilogravura e do cordel.


Acima, a partir da primeira foto: o xilógrafo José Lourenço Gonzaga e Jô Oliveira posam diante do Pavão Misterioso, arte do Jô; e nas seguintes mestre José Lourenço demonstra numa impressora dos anos 20 como se imprime uma xilogravura.

Aqui, um link pra saber mais sobre este artista.

(Falar que o Jô Oliveira é quadrinhista é contar só metade da missa: ele é um artista extraordinário, ilustrador entranhado na arte popular brasileira, com atuação e fama internacional. Num outro post eu falo com mais detalhes deste e de outros cabras).


Acima, algumas imagens das mesas em que os convidados falaram um pouco sobre suas atividades. Do alto à esquerda em diante:

1. Gervásio, Gusman e Diniz, em mesa sobre divulgação dos quadrinhos, blogs e coisas afins;
2. mesa de animação: Daniel Schorr e Belinda Oldford (que fizeram desenhos no National Film Board do Canadá) e Elizah e Paulo Brandão (sonorização, vozes e música - Elizah nos brindou com uma palhinha no show que teve no sábado, da banda Abanda dos garotos da Fundação);
3. Paulo Amoreira, da Gibiteca de Fortaleza, e o cãmera Helinho;
4. o grande Klévisson Viana (é outro em que o adjetivo "quadrinhista" lhe soa pequeno: Klévisson é editor, escritor, cordelista e um grande cultivador das tradições nordestinas);
5. Amoreira, Maristela Garcia (da Gibiteca de Curitiba), Jenfte e Samuel, da Gibiteca da Fundação.
6. mesa da BD (HQ) portuguesa: Nelson Dona (festival de Amadora), Luís Afonso (cartunista) e Paulo Monteiro (festival de Beja).

Acima, Alemberg Quindins, Sonya Luyten, Klévisson Viana e Jenfte; agachados, Felipinho e Momô.
Não posso deixar de registrar o belíssimo show de Abanda, na sexta à noite.
Os rapazes tocaram acompanhando e ampliando o vídeo "Rua do Vidéo" numa mistura muito rica dos trovadores, poetas e cantores populares (vejam este Cego Heleno, não parece um bluesman? tocando, mais ainda) com sonoridades modernas.
Não está na foto, mas na percussão esteve o André Magalhães, que dirigiu o vídeo.
Nas duas fotos do alto, os diretores da FCG Alemberg e sua esposa Rosiane Limaverde, arqueóloga (pois é, tem um trabalho legal com fósseis na região, tem um acervo arqueológico, é tanta coisa...) cantam no vídeo a forte e hipnótica "Waiucá".
- êêê manacá... rainha, rainha... Jurema, Jurema...
- Entoe para mim o canto das filhas órfãs do Reino dos Encantados...
Super bonito. Infelizmente, não tem no Youtube.
(a Wiliana acabou de me avisar que tem sim, neste link: http://www.youtube.com/watch?v=_k6en8A09sE . Não é a mesma gravação, a do vídeo está mais limpa e a voz do Alemberg mais grave, acho que ficou melhor; mas é isso aí, é pra escutar e entrar em transe :)
O Alemberg sabe fazer rir, sabe comover e sensibilizar, sabe escolher palavras precisas, simples e poéticas, fruto de suas andanças pesquisando os mitos da região e a cultura kariri.
Gostei muito de conhecê-los, e pode contar comigo para defender a Bolota, Alemberg :)


E eu e a turma: Ana Carla, Felipinho, Momô (José Wilson), Júnior e, quase de costas, a valente Cuta que precisava lembrar aos convidados que o tempo havia acabado.


Acima, eu e Momô desenhando (Momô é o autor do desenho que abre este post, colorido por mim).
Abaixo, desenho de Danilo.

E para terminar, Raimundo Júnior, que me deu este retrato de presente, sem esquecer nem um detalhe: