terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Oficina com Jubiabá, Debret & Cia no RS


Tem coisas que deixam a gente muito contente...

O jornalista Augusto Paim, citado no post anterior, está fazendo oficinas com alunos para divulgar os quadrinhos dedicados aos temas históricos e literários.
Como ele costuma escrever no seu blog CABRUUUM, "cutuque aqui" para saber mais.
(Esta foto eu emprestei do blog dele. Se tiver crédito, me diga).
Abração, Augusto! Muito obrigado!

domingo, 15 de novembro de 2009

Esta é a história de Antônio Balduíno, tchê!


(da esquerda para a direita e de cima para baixo: o cartunista Santiago; uma turma de alunos de História presentes na nossa palestra; os quadrinhistas Carlos Francisco e Jader Correa ("Alexandria"), e de camisa preta, Jefferson Barbosa (popquadrinhos), autor do meu retrato; de quadrinho na mão, Marko Ajdaric (Neorama dos Quadrinhos) em foto de Luiz Ventura, as outras são minhas; na foto maior, eu, Rafa Coutinho, Eloar Guazzelli, Rafael Grampá, André Alves (produtor do "Mutação") e sua namorada mineira que não lembro o nome, perdão, aceitamos correções nas legendas)

Num dos armazéns do cais do porto de frente ao rio-mar Guaíba, aconteceu o "Quarta Mutação - HQ, Zines e outras histórias", atividade da área infanto-juvenil 55ª Feira do Livro de Porto Alegre.
(tem gente que não gosta de ver HQ associado a infanto-juvenil, diz que HQ também é para adulto... ora, é bom fazer uma arte que está sempre rejuvenescendo :)

Fomos lá contar nossa experiência com HQ e literatura e, principalmente, rever e fazer novos amigos entre a gauchada.

(como vêem, a beira do Guaíba rendeu. Na dupla condição de convidados da Feira e anfitriões da terra, Guazzelli e Grampá decifram para este viajante os segredos da Cultura do Prata, com destaque para as gurias. O desenho é criação coletiva de Grampá, Rafa Coutinho, minha e de Guazzelli, nesta ordem (a minha janela e os fios de Guazzelli é que deram o tcham no desenho, claro).

Na feira, ainda tive o prazer de reencontrar meu velho amigo Alfredo Aquino, hoje editor, dos bravos tempos na agência Enio Mainardi em SP nos oitenta; e por meio dele o novíssimo amigo Aldyr Schlee, autor dos recentes contos gardelianos "Os limites do impossível" (livro lindo, a alma das mulheres que cercaram o nascimento misterioso de Carlos Gardel) e criador aos 17 anos da Camisa Canarinho, símbolo nacional certamente mais venerado que o lábaro estrelado.

(Schlee, Aquino, Marlene, Schlee com a camisa, e Gardel, por supuesto).

No último dos 3 dias que fiquei por lá, fui conhecer a escola municipal Grande Oriente, no bairro Rubem Berta, na periferia de Porto Alegre.

"Como você pode ver, o Jubiabá é o que mais marcou os alunos", disseram as professoras.
"Desenha Balduino", "Desenha a namorada dele".
Foram três horas curtas, intensas e emocionantes. Muito obrigado pelo convite!


Para um post este aqui já está de bom tamanho, mas nem por alto consegue abarcar a variedade de pessoas e experiências marcantes que passei em contato com o Povo da Fronteira.

Haveria muito a dizer sobre a continuação da tarde do Guaíba, que se prolongou no Bar do Nani na escadaria do viaduto Otávio Rocha (tradicional point da GRAFAR, conheça o blog Tinta China), o encontro com Santiago, Edgar Vasques, Fábio Zimbres, Lancast, a otacílica Chiquinha, o incansável oficineiro Augusto Paim, a poeta filósofa blogueira mestranda andarilha Laurene Veras e outras peregrinações pela Cidade Baixa.

E assim subitamente voltamos, enriquecidos e incompletos, para um ponto qualquer do Brasil perdido entre PoA e Salvador.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

QUÉÉÉ QUÉÉÉ QUÉÉÉ QUÉÉÉ!


O troféu da revista Piauí não teve nada a ver com Jubiabá, mas vou postar aqui mesmo, porque é o meu blog mais ativo (ou menos inativo).

A publicação, que tem como símbolo um pinguim guerrilheiro (que diabos quer dizer isso? que Che Guevara é cool?), lançou um concurso para cartunistas novatos e veteranos e o prêmio nada mais era do que um pinguim de louça.
A história do prêmio e a polêmica que o envolveu - muitos cartunistas acharam que a revista estava se aproveitando da vontade de aparecer dos artistas em troca de visibilidade - estão bem contadas aqui, no Blog dos Quadrinhos do Paulo Ramos.

Apenas relato que vários desenhos enviados ironizavam o próprio concurso, e a Piauí teve a manha de premiar justamente um dos cartuns críticos, o meu.

Hoje fui receber a estatueta.
Aaaah, mas não era um reles pinguim de louça qualquer comprado em loja!!!
(se fosse já seria engraçado, pois pinguim de geladeira é um ícone do kitsch).
É um pinguim maneiro, o mascote da Piauí, especialmente feito para a revista.
E não se pode dizer que a revista esteja obtendo "colaboradores de graça" por meio do concurso.
Não sei como serão os próximos números, mas meu cartum está num cantinho da penúltima página, junto com e-mails ranzinzas; ao passo que artistas contratados como Caco Galhardo e Negreiros ocupam bons espaços e enriquecem a revista, que se mostra generosa com os artistas gráficos desde o primeiro número.
(e que história fantástica a do Caco Galhardo, "Nicotina"!! Seis paginonas coloridas de humor-verdade na veia. Não dá pra reclamar da Piauí 38 na categoria "veículo que abre espaço pra cartunista").


Na foto, recebo o troféu das mãos do João Vinicius, do marketing (em São Paulo fica o escritório comercial) e, ao lado, a funcionária Marilene.
O problema das publicações e clientes que pedem colaboração "no risco" e "na faixa" persiste, no nosso ramo, e merecem críticas como as que fizemos.
Quanto à Piauí, e sua reação ao meu desenho, me fez lembrar a saudosa Seção Pretensão da revista MAD do meu tempo, capitaneada pelo mestre Ota, revista que nutria um saudável desrespeito tanto pelo leitor como para si mesma.
Viva a ironia!
e de volta ao Jorge.